Uma nova chance para “Heroes” em “Heroes Reborn”

Olá, galera!

No post de hoje, vamos falar sobre a volta de uma série que, particularmente, eu sou super fã: “Heroes Reborn”!

Sabe aquele telespectador aficcionado pelo universo de uma série? Eu sou assim com “Heroes”. Tenho as temporadas anteriores em DVD, tenho os quadrinhos da série (“9TH Wonders”), assistia “Os Mutantes – Caminhos do Coração” procurando alguma semelhança com o show (em vão, fazer o que)… Então você pode imaginar a minha reação de felicidade quando soube que a NBC estava trabalhando em um ‘reboot’ de meus mutantes favoritos!
Mals aí, Teacher Xavier..
Mals aí, Pachola..
Como todos sabem, essa nova fase veio por causa de um grande problema: a quarta temporada da série original terminou sem um final, devido à baixa audiência! COMO PODE ISSO, GENTE!!!1! QUE PESSOAS SEM CORAÇÃO!
O criador da série, Tim Kring, chegou a cogitar até mesmo um filme para contar o desfecho dos personagens. Mas aí, eis que preferiram produzir uma nova série para tal!
“Heroes Reborn” foi transformada primeiro em uma Websérie, a “Dark Matters”. Lá, acompanhamos a história de Phoebe (Aislinn Paul), uma adolescente que está descobrindo seus poderes de umbracinese (ela é capaz de controlar as sombras e a escuridão). Tudo mágico e lindo até aí se não fosse pelo novo contexto da trama, que se baseia na divisão do mundo entre os humanos e os EVOs (que são as pessoas que possuem poderes especiais). Estes últimos passam a sofrer perseguições de vários Estados e indivíduos pelo simples fato de serem diferentes.
Phoebe e sua sombra
 
 
Em formato de documentário caseiro, vamos acompanhando a evolução dos poderes da garota enquanto ela ingressa na faculdade. Seu meio-irmão mais velho, Quentin (Henry Zebrowski), é o responsável por ela desde que seus pais morreram e se torna o grande apoiador dela mostrar seus poderes ao mundo. Tudo ocorre depois de vídeos do Paladino da Verdade estimularem os EVOs a se unirem e a não se esconderem, dizendo que eles podem sim viver em liberdade e em harmonia com a raça humana. Ainda na Websérie, descobrimos que o tal Paladino é, na verdade, Micah Sanders (Noah Gray-Cabey)! (Sim, aquele garotinho da série original que conseguia se comunicar através de aparatos tecnológicos <3). Ele tomou um pouco mais de proteinato e agora lidera o grupo de EVOs rebelados da temporada!
Confira abaixo o “antes” e o “depois” do garoto:
Um oferecimento:
Ao participar de uma feira de oportunidades em seu campus, Phoebe não consegue estágio em nenhuma empresa justamente por ser diferente. Porém, recebe um cartão da Renautas, uma firma focada em produtos tecnológicos e que, aparentemente, parace lidar bem com os humanos evoluídos. Descobrimos, mais tarde, que a tal Renautas comprou a tão temida “companhia de papel” das temporadas anteriores, a Primatech. Para quem não se lembra, nos andares de baixo da Primatech funcionava um grande laboratório high-tech que era focado em catalogar pessoas com habilidades especiais e usarem-nas, posteriormente, ao seu favor.
Só eu que sempre leio Renault?!?!
Ocorre então um grande encontro entre EVOs e humanos para debater como eles poderão conviver em paz, sendo que Phoebe decide ir às palestras em Odessa, no Texas. Só que, logo depois de todos estarem por lá, acontece um grande atentado terrorista que dizima milhares de mutantes e chama a atenção dos noticiários locais. O fatídico dia fica marcado como o Atentado de 13 de Junho.
Porém, Quentin vê imagens de sua irmã sendo levada para fora do local antes da explosão, decidindo fazer de tudo para achá-la e provar que a Renautas e a Primatech são uma só e que, juntas, armaram todo o maquiavélico plano. Para isso, ele se une ao Paladino da Verdade (Micah) e decide se infiltrar na firma, coletando provas que incriminem a corporação.
E aí, eis que somos levados à série de fato! Um ano se passa desde os acontecimentos da Websérie e já somos (re)apresentados a Noah Bennet (Jack Coleman), o famoso Cara dos Óculos de Tartaruga!
No entanto, ele está bem diferente desde a quarta temporada de “Heroes” (2010). Agora é um homem pacato que trabalha numa concessionária de automóveis no Texas. No final do episódio piloto, descobrimos que, na verdade, ele tinha arquitetado certos planos (acho que o do Atentado em si) e que pediu ao Haitiano (SIIIIIM, ELE TAMBÉM ESTÁ DE VOLTA E SE CHAMA RENÉ  –  WTF?!?) que apagasse suas memórias. Nisso, ele inicia uma jornada em busca de suas lembranças de um ano atrás, tornando-se a história principal desta temporada.
Para além dele, somos apresentados a novos personagens… Tommy (Robbie Kay) é um adolescente comum, mas que aprende a manter seus poderes em segredo desde muito cedo. Ele possui o dom de tocar em coisas/pessoas/animais e fazer com que eles desapareçam do espaço no qual ele está situado.
Invejosos dirão que ele transporta o que toca para a Terra do Nunca… Sim, ele interpretou o Peter Pan, em “Once Upon a Time” (outra série que sou super fã) o/
Também somos introduzidos à Miko (Kiki Sukezane), uma garota solitária que descobre que a resposta para salvar seu pai……….. Está em um vídeo game. (Cara, não sei de onde os produtores tiraram essa ideia trash, pelo amor de Deus)…
E uma das novidades desse novo ano é que agora parte da história também é contada em animação! É só Miko acessar o jogo online que ela se transfigura…
Sinceramente, achei que estivesse assistindo à versão live action de “As Meninas Super Poderosas” e que a Florzinha estivesse sendo interpretada.
Que Miko, literalmente..!
Temos ainda Carlos (Ryan Guzman), um ex-soldado de guerra que descobre que seu irmão (morto em confronto com a polícia) facilitava a imigração de alguns EVOs pelo subsolo de sua oficina mecânica e que, em suas horas vagas, se transformava no herói El Vengador.
Carlos, então, decide dar continuidade ao trabalho do irmão em ajudar os EVOs a ingressarem em outros países, como o Canadá. Além disso, ele também passa a assumir a tal personalidade heróica!
É interessante essa virada… O mote de “Heroes” sempre foi o de pessoas comuns descobrindo habilidades extraordinárias. E, pela primeira vez na série, temos uma espécie de super-herói (com uniforme e tudo) mas que não possui nenhum poder. Seria cômico se não fosse trágico, né não Batmam?
Malina (Danika Yarosh) possui um dom muito especial e está destinada a salvar o mundo… Ainda não sabemos do que se trata, mas é algo poderoso à pampa!!
Ela controla a Aurora Boreal!!! Filma isso, gente!
Por último, sempre há aqueles que perseguem os mutantes, né? Nessa temporada, essa incumbência um tanto quanto chata ficou ao casal Luke (Zachary Levy) e Joanne (Judith Shekoni). Eles têm verdadeira repulsa aos que possuem habilidades especiais por conta de seu filho ter morrido no Atentado de 13 de Junho, justamente na conferência onde iriam decidir meios de convivência saudável entre as duas “raças”. Porém, o jogo irá mudar quando Luke descobrir que também possui poderes.
Dentre os personagens que retornam à série, além dos já citados Noah Bennet, O Haitiano (Jimmy Jean-Louis) e Micah Sanders, temos ainda Hiro Nakamura (Masi Oka), o policial Matt Parkman (Greg Grunberg), o geneticista Mohinder Suresh (Sendhil Ramamurthy), Angela Petrelli (Cristine Rose) e a “eu cresci, agora sou mulher” Molly Walker (Francesca Eastwood).
Para quem não se lembra da Molly, ela é uma garotinha da série original que é capaz de saber a localização geográfica exata de uma pessoa ao pensar nela. Ela também cresceu, embora os produtores tenham trocado de atriz para essa segunda fase da personagem.
Bom, minha impressõe geral sobre a série é que houve uma nítida tentativa de infantilizar o enredo. Lembro de que quando assisti à primeira temporada era tudo muito tenso, dos diálogos às situações. Era difícil uma cena onde não houvesse sangue presente. Até a classificação indicativa abaixou, de 16 para 14 anos.
A sensação que tive foi que estava assistindo ao desenho dos “X-Men Evolution” em formato live action. Tenho que admitir que falta alguma coisa à trama. Ela não é, nem de longe, tão cativante quanto a primeira temporada da original (que te deixava viciado e atônito ao mesmo tempo). É nítida também a redução de mutantes no enredo. Na quarta temporada de “Heroes” quase todas as personagens possuíam dons especiais, enquanto que agora poucos são os EVOs.
Por último, senti muita falta de um vilão expressivo. Claro que os fãs da série original ovacionavam o temido Sylar (Zachary Quinto), que possía o poder de quem ele roubasse a partir de um corte no cérebro. Ele era quase que onipotente no universo mitológico da narrativa. No entanto, em “Heroes Reborn” ainda não apareceu nenhum vilão que chegue aos pés do que ele foi. Sinto falta desse temor cruel e a fluidez da trama também.
Minha conclusão é a seguinte:
* Se você é fã da série e já a assistia antes, recomendo “Heroes Reborn” (até porque, você irá se identificar com os personagens antigos e você não vai se aguentar de curiosidade para saber os desfechos de Claire & Cia);
* Se você nunca assistiu à série, comece pela primeira temporada! É viciante, irá te prender muito mais e, sem querer puxar sardinha, o piloto dela é um exemplo à parte de como se construir um roteiro de ficção seriada. Depois, quando tiver se apegado aos personagens, recomendo “Reborn” (até pra saber o fim de alguns personagens que não retornarão mais à série);
* Se você não curte muito sangue e uma atmosfera meio down, recomendo muitíssimo “Os Mutantes – Caminhos do Coração”! Era uma novela linda, divertida, da luta entre as forças do bem e do mal. Tinha de tudo um pouco: de mutantes a dinossauros, de lobisomens a vampiros, de animas gigantes a ogros! #RecordRepriseOsMutantes
Gente, o que era essa abertura?! Amava forte!
“Heroes Reborn” vai ao ar todas as quintas, na NBC. Aqui pelo Brasil, parece que os direitos de transmissão ficaram por conta da TNT (que já deve lançar a série no final de outubro).
É isso aí, pessoal! Espero que tenham gostado de mais esse post!
Um grande abraço e até terça que vem!! 😉

 

O maior noveleiro que você respeita. Tem 22 anos, é canceriano e cursa Estudos de Mídia, na UFF. Televisão, fotografia e livros estão entre suas maiores paixões - junto com farofa e empada, claro. Já foi professor de inglês, participou de um concurso de roteiristas para o G Show e, atualmente, também escreve para o #MUSEUdeMEMES (believe, it’s true <3).

Posts relacionados

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.