Observações sobre algumas novelas mexicanas

Vamos falar sobre machismo nas novelas mexicanas?! Vamooooos!

Nāo podemos deixar isso passar, precisamos problematizar, refletir e nos conscientizar sobre a importância na busca pelos direitos igualitários!

Esses dias, assistindo “A Dona”, vi uma cena em que o personagem do Fernando Colunga quase quebra o braço da Valentina (Lucero), aquilo me incomodou MUITO! Aí, você pode dizer: ah, mas fala sério! Isso é obra ficcional. Ok! Mas esse fator se repete em inúmeras novelas. Vemos um machismo acentuado, o homem fazendo a mulher de “capacho” e elas quando exercem atitudes consideradas “erradas” sāo amplamente odiadas, vistas como megeras. No mínimo, isso deve nos levar a reflexāo sobre o quanto a mulher ganha culpa em coisas que passam despercebidas quando executadas por boys ( Porque o Colunga quase quebrou o braço da moça, mas é tido como o herói da trama!). Precisamos reconsiderar nossos conceitos!

 Es una descarada por ser la más hermosa (8)

 Quem nāo lembra de Rubi, personagem da maravilhosa Barbara Mori?! A mulher bela e sexy que se aproveitava (oi?!) dos pobres homens indefesos. Era fácil odiá-la, mas o Heitor (aquele que traiu a noiva) era um coitado, minha gente! Afinal, por extinto ele preferiu ficar com a Rubi, algo inevitável! #sejemenas.

 Por que  só a Rubi era a ruim, sendo que quem tinha um compromisso com a Maribel era o Heitor?!  

 Precisamos rever isso, hein! A mesma dinâmica ocorre em Teresa.

 Podemos citar vários exemplos, como Coraçāo Indomável (onde só o homem leva jeito pra cuidar dos negócios, a mulher nāo consegue cuidar da parte financeira e por aí vai….),  Maria do Bairro  (Luís Fernando faz várias canalhices e depois vira príncipe, ok que as pessoas podem se arrepender, maaaas….)
 Porém, temos um caso que vai contra a corrente ! Em ” A Usurpadora”, a querida Paulina toma as rédeas dos negócios da família, só cede ao amor de Carlos Daniel quando acha conveniente…
 O fato é que precisamos falar sobre machismo, nāo deixe o debate passar despercebido. Vamos problematizar?!

 

Dayana, mas pode chamar de Day. 22 anos, formada em Estudos de Mídia. Ama novelas mexicanas e gifs da Gretchen. A dramática que sorri até os olhos (que sāo bastante expressivos) fecharem e sabe que fazer bolos é quase terapêutico. Analista de Mídias Sociais, apaixonada por cultura POP, séries médicas, feminismo e representatividade.

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1 comentário

  1. estou assistindo pelo terceira vez a usurpadora, dessa vez na netflix e só agora me dei conta do quanto a novela é machista. Carlos Daniel é ridículo. o jeito como ele despreza a participação de "paola" na empresa por essa mulher é lamentavel…. "mulher minha não dirige uma empresa" "mulher minha nao faz issso…" "mulher minha tem que satisfazer minhas necessidades"… ridiculooo… e ainda por cima vive dando em cima de uma e de outra. não entendo como um dia já suspirei por este homem. personagens desprezíveis. precisava desabafar kkkkkkk

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