O ‘girl power’ de “Jessica Jones”

Olá, galera!!

E começando nossa quinta de posts com o pé direito, vamos falar hoje sobre a mais nova série original da Netflix: “Jessica Jones”!!!

– “Mas quem é essa tal de Jessica afinal, meu nego?”
– “Calma, leitor… Lhe explicarei no embalo da série!”
Interpretada brilhantemente por Krysten Ritter, Jones é uma gótica suave que, após sofrer um acidente, perder seus pais e ficar em coma, acorda com uma grata (ou nem tanto) surpresa: agora, possui força sobre-humana e é capaz de dar longos saltos.
O legal da personagem são suas nuances e seus conflitos psicológicos, que acabam por dar um tom mais sombrio à trama. Jessica não encara a si mesma como uma super-heroína ou salvadora, já que ela, por si só, já possui mais problemas pessoais do que a torcida do Flamengo. Não é que ela seja uma personagem chata, mas sim, complexa. Devo confessar que levou um tempo até eu ir com a cara dela… Deprê bate forte nessa mulher!!
Sendo um pouco darksexual, quem nunca?!
Ela trabalha como detetive particular e não mede esforços para proteger quem ama! Com métodos um pouco questionáveis quanto à sua resolução de casos, não possui virtudes, por assim dizer, moralmente aceitas pela sociedade… E é justamente isso que a torna intrigante e verdadeira.
Jurei a mim mesmo que não ia cair em tentação, mas……. “Já acabou, Jessica?”
Seus conflitos pessoais são agravados pela entrada do vilão Kilgrave em sua vida.
MEU DEUS, AQUELE ALI É O…..
Sim, gente..! É o nosso sempre memorável, adorável e companheiro de aventuras Doctor Who! E sim, é ele quem interpreta um dos vilões mais cruéis e detestáveis que já vi. :”(
David Tennant está simplesmente impecável na história, sendo o responsável por segurar os episódios de forma não caricata e genial! Kilgrave possui o poder de controlar mentes e, com apenas uma única palavra, é capaz de tranformar a vida de alguém em um verdadeiro inferno na Terra. E foi isso o que ele fez com Jessica, forçando-a, até, a matar pessoas. Sua relação com outras mulheres é extremamente doentia, como observamos logo nos primeiros episódios com a jovem Hope (Erin Moriarty) – que acaba assassinando seus pais, vítima do controle persuasivo do sádico vilão.
A temática do abuso a mulheres é recorrente na série, embora seja feita de forma não tão expícita e mais velada. No entanto, é perceptível e totalmente passível de analogias a casos reais, mostrando aos espectadores o sofrimento e o caminho árduo que vítimas de violências e relaciomanetos abusivos têm de trilhar. Voltando à Hope, ela fica grávida de Kilgrave (dando a entender que foi estuprada por ele), e é posta em pauta também a discussão em torno do aborto e do direito das mulheres a seu corpo e individualidade. Palmas ao roteiro afiado, à direçào sensível das cenas e à maneira como foram abordadas questões tão delicadas!!!
Campanha #DoctorWhoIncorporeNoKilgrave nos TTs
Jessica se envolve amorasamente com Luke Cage (Mike Colter) que, inclusive, ganhará uma série pra chamar de sua também na Netflix, no ano que vem!!
Luke também possui dons especiais e seu corpo é “inquebrável”, nada o machuca. Nada, a não ser os sentimentos, como o amor. Sua esposa foi morta em um suposto acidente de trânsito e, ao descobrir a verdade com o auxílio de Jessica, a relação entre os dois ficará abalada. Uma pena, porque são muito shippáveis *-*
Jessica e Luke na moto endiabrada, sai de baixo!
Jessica e Luke na Dança da Motinha
Outro ponto muito bacana do roteiro e da história é apresentar mulheres fortes como personagens. O Girl Power rola solto na narrativa o/
“Irei te provar, mais uma vez, que eu estou certa” <3
A melhor amiga e irmã de criação de jessica, Trish Walker (Rachael Taylor), por exemplo, teria tudo para cair no estereótipo da menina rica, branca, loira e mimada. No entanto, a trama nos surpreende e apresenta uma mulher forte, determinada, que sabe se defender, lutadora de Krav-Magá e que possui as rédeas de sua vida (sem estar atrelada a nenhum homem). Nos quadrinhos, ela assume a figura da Gata do Inferno. Mais poderosa, impossível! #VRAAAAU
Já a advogada de Jessica, Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), é uma mulher forte, bem sucedida (a melhor advogada de Nova York) e com problemas intensos para resolver, já que está enfrentando um divórcio com sua ex-esposa. Nos quadrinhos, a personagem é representada por um homem, Jeryn Hogarth, e transformá-lo em uma mulher, além de reforçar a presença feminina, foi uma jogada de mestre por parte da série!
Com roteiro de Melissa Rosenberg e contando com os 13 episódios já disponíveis por completo na Netflix, “Jessica Jones” surpreende e muito!! A adaptação dos quadrinhos “Alias” está envolvente, instigante e dotada da mesma qualidade que já observamos em “Demolidor”, também da Netflix (série que, inclusive, já aguarda sua segunda temporada).
“Jessica Jones” é a segunda série proveniente da parceria entre a Marvel e o canal on demand, uma parceria que está rendendo, sem dúvidas, ótimos frutos! Vale super a pena maratonar, pessoal! O enredo é tão fluido que os episódios passam rapidinho, além de ser uma história fascinante e que intriga a quem assiste (por não entregar tudo mastigado e por incitar o telelespectador a construir o complexo quebra-cabeças do universo de Hell’s Kitchen).
E é isso, galera!! Espero que tenham gostado de mais esse capítulo!
Um grande abraço e até semana que vem 😉

O maior noveleiro que você respeita. Tem 22 anos, é canceriano e cursa Estudos de Mídia, na UFF. Televisão, fotografia e livros estão entre suas maiores paixões - junto com farofa e empada, claro. Já foi professor de inglês, participou de um concurso de roteiristas para o G Show e, atualmente, também escreve para o #MUSEUdeMEMES (believe, it’s true <3).

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