“Eta Mundo Bom!” promete tanto quanto “O Cravo e a Rosa” e “Chocolate com Pimenta”

Olá, pessoal!!

Nosso capítulo de hoje irá abordar a mais nova novela das 18h da Globo: “Eta Mundo Bom!” o/

“Mas Filipe, pera lá… Me lembro de ter visto um outro logotipo da novela ao longo das chamadas, procede??”
E eu vos direi “Yep, procede, caro internauta”!
Não sei se repararam, mas o acento circunflexo (vulgo “chapeuzinho do vovô”) foi retirado do logotipo um pouquinho antes da estreia do folhetim. O motivo foi uma intensa discussão entre os internautas mais cri cri e que acusaram a emissora de estar corrompendo o bom portugês e suas regras gramaticais… O vocábulo “Eta” não possui acento, tendo a Globo alegado que era para dar uma ênfase mais interessante ao título e para salpicar a trama com o bom e velho “caipirês” empregado em histórias desta faixa.
Porém, a desculpa não foi engolida por entre os usuários, que alegaram que se era para intensificar este “caipirês” como foi dito, o “bom” deveria ser substituído por “bão”.
É, Globo… Sujou pra senhora……….
Ironicamente, o acento foi substituído por um chapéu…
Mas, passados os percalços, vamos à história da trama em si. “Eta mundo Bom!” é mais um folhetim do autor que não tira férias, Walcyr Carrasco (siiiiim, o mesmo da recém findada “Verdades Secretas”), e que, depois de longos 10 anos, finalmente retornou ao horário das 18h (sua última novela na faixa havia sido “Alma Gêmea”).
Como não poderia deixar de ser, esta é mais uma de suas  novelas de época! Após emplacar vários sucessos de audiência neste horário (a exemplo de “O Cravo e a Rosa”, “Chocolate com Pimenta” e a própria “Alma Gêmea”), ele retoma sua parceria promissora com o diretor Jorge Fernando para levar encantamento e leveza ao público.
Para tal, Carrasco, esse grande gaiato, não mudou em nada sua receita do ouro e que consiste em:
1) A disputa entre o Núcleo da cidade e o Núcleo da fazenda;
P.S.: Meus caros, esse núcleo da fazendo se superou esse ano! Temos, em uma mesma casa, (PASMEM) a Tia Nastácia, o Lineuzinho, a Bruxa Morgana, Tetê Parachoque-Paralama e Andjel (loveyouloveyouloveyouloveyouloveyou)! É demais pros nossos corações <3
2) O emprego de expressões como ‘eu hei de encontrar’ e ‘tenho meus predicados’;
Anastácia (Eliane Giardini) já proferiu exatas 27 vezes “Eu ainda hei de encontrar Candinho, meu filho perdido”.
3) Flávia Alessandra como mais uma vilã loira e cruel e que costuma chamar os parentes por “titia” e “mamãe”, por exemplo;
Já queremos ver Sandra tocando o rebu nessa novela muahahaha
4) E, se Cristina retornou, porque também não trazer a Serena (vulgo ‘Sá Paulo’) de volta?? Priscila Fantin já é figurinha marcada nas tramas de Walcyr e agora interpreta a invejosa Diana.
Bem, preparem seus feijões e milhos!! Está aberto o nosso já tradicional Bingo do Carrasco o/
Fonte: TV Pra Vc
Brincadeiras à parte, a narrativa acompanha a saga de Candinho (Sérgio Guizé), menino probre e de coração bom que foi jogado, ainda bebê, em um cesto num rio. Sua mãe, Anastácia, engravidou ainda solteira e foi obrigada a se livrar do filho por ordem e pressão do pai, o cruel Barão de Goytacaz (Celso Frateschi).
Anastácia ainda jovem (Nathália Dill) rezando para que venha a encontrar seu filho
P.S.: É estranho observar e apontar isso, mas Nathália Dill (Anastácia jovem) e Sérgio Guizé (Candinho) namoram na vida real, o que nos leva a crer que…… na novela, ela pariu o próprio namorado!!
Cruz credo, pé de pato mangalô 3 vezes
Candinho é achado por Manuela (Dhu Moraes) e é acolhido pela ingênua e doce Eponina (Rosi Campos). No entanto, sua amarga e interesseira cunhada, Cunegundes (Elizabeth Savala) não admite que um pobre qualquer more com eles e acaba criando o garoto sempre como um empregado da casa; ainda mais depois da chegada de seus filhos: a apaixonante Filomena (Débora Nascimento) e os gêmeos Mafalda (Camila Queiroz) e Quincas (Miguel Rômulo). Porém, o que ninguém conseguiria prever era que Filomena e Candinho viriam a se apaixonar quando crescessem.
É exatamente esta aproximação entre os dois que resulta na expulsão de Candinho do sítio onde morava desde sua infância. Filomena já estava prometida em casamento ao veterinário Josias (Flávio Migliaccio) para quitar as dívidas que seu pai, Quinzinho (Ary Fontoura), havia feito na fazenda. No entanto, ela se sentia podada e decepcionada por não poder escolher com quem se relacionar e por não poder viver livremente seu amor com o homem de seus sonhos. Decide beijar Candinho, mas é pega por Cunegundes, que acaba destratando o matuto e o manda embora de suas terras.
Candinho, então, fica sem direção e sem saber sobre seu futuro. É neste momento que o professor de filosofia Pancrácio (Marco Lineu Popozão Nanini) revela ao rapaz que desconfia que ele seja filho de uma importante família de São Paulo, e revela que sua mãe está viva! É aí que nosso herói decide partir em busca da verdade sobre sua vida e se muda para a cidade grande, feliz e esperançoso.
P.S.: Sim… Ele se muda para a metrópole acompanhado de seu burro, Policarpo (que, inclusive, dorme em quartos de pensão com ele, é uma festa só). Afinal, é importante lembrarmos o tempo todo que estamos assistindo à uma novela de Walcyr Carrasco, ora bolas!
Fonte: TV pra Vc
Do outro lado da história, temos a figura da mãe desesperada de Candinho, Anastácia, ficando viúva e decidindo procurar seu filho perdido. Ela vive com os interesseiros Sandra e Celso (Rainer Visky Cadete), seus sobrinhos (órfãos de pai e mãe e que acabaram sendo sustentados pela parente). Ao descobrirem que existe a possibilidade de não herdarem a herança da tia, esses dois serão capazes de fazer de um tudo para que Candinho nunca seja encontrado.
Celso de boas com sua caranga
A trama está super dinâmica (com histórias e situações se resolvendo de maneira bem rápida e fluida), divertida e atraente (no que diz respeito ao visual, à trilha sonora, à produção, ao roteiro e à direção)! Já a considero como um grande presente e respiro ao telespectador, que anseia, somente, por acompanhar uma história sem grandes complicações, que o entretenha e que o inspire. E “Eta Mundo Bom!” cumpre esses requisitos com maestria!
Para aqueles que não sabem, o folhetim foi inspirado em um clássico filme do lendário comediante Mazzaropi, “Candinho” (que, por sua vez, foi inspirado no conto “Cândido, ou o Otimismo”, do filósofo francês Voltaire); buscando resgatar característica como o humor ingênuo e a visão otimista da realidade ao horário das 18h.
Entretanto, um fator que dividiu opiniões por parte do público foi a abertura da atração. Muitos a consideraram bastante semelhante à de “Totalmente Demais” e acabaram julgando-a como mal elaborada para uma trama de época e que costuma inspirar mais cuidados.
Abaixo, a abertura para quem ainda não assistiu 🙂

Eu, particularmente, adorei!! Me surpreendeu e acertou em cheio com seu ritmo vibrante e repleto de animação. O fato de colocarem uma música típica de Festa Junina também ajudou e muito quanto à empatia por minha parte. Quase saio dançando no meio da sala, coloco logo o chapéu de palha!
Reparem na estética das imagens, na logo da Globo e da própria novela sendo disponibilizadas antes (marcas características das telenovelas mais antigas) e nas imagens que vão sendo exibidas ao longo da canção e que possuem extrema conexão com o que está sendo cantado. Por exemplo, na parte “O baile lá na roça foi até o sol raiar” é ilustrado por uma valsa de um possível grupo da elite da época. Inclusive, os contrastes entre a alta sociedade e a população mais humilde também são constantemente elencados e relacionados ao longo da abertura; o que indica sim um cuidado bem bacana com o produto, apenas diferenciando-o dos demais e do formato de vinhetas que estávamos acostumados.
“Eta Mundo Bom!” é bastante promissora, gostosa de se acompanhar e promete se revelar em uma narrativa simples, porém cheia de surpresas! Aprovadíssima (não só por mim, mas por seus robustos índices de audiência – a primeira semana, por exemplo, anotou média de 24 pontos no IBOPE, algo que não se via na faixa desde 2010) o/
A novela vai ao ar de segunda a sábado, às 18:30, na Globo!
E é isso, galera! Espero que tenham curtido mais esse post e até semana que vem!!
Beijos, abraços, vou pegar meu jegue e me mandar, lasqueira! Caba não, mundããããooooo!

O maior noveleiro que você respeita. Tem 22 anos, é canceriano e cursa Estudos de Mídia, na UFF. Televisão, fotografia e livros estão entre suas maiores paixões - junto com farofa e empada, claro. Já foi professor de inglês, participou de um concurso de roteiristas para o G Show e, atualmente, também escreve para o #MUSEUdeMEMES (believe, it’s true <3).

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  1. Sem contar que o Carrasco é um baita cara de pau. Sempre pega textos consagrados, já de domínio público, e plagia à exaustão. Como a Megera Domada do Shakespeare virou O Cravo e a Rosa. Agora o sacrepanta tá plagiando o Cândido do Voltaire e até o Jardim Secreto. Desse jeito é fácil escrever novelinha de sucesso, né?

  2. Adriana, concordo em termos. É fato que o Walcyr costuma se apropriar de histórias já conhecidas sim, mas sempre empregando seu olhar único e criativo em relação à trama… Acho injusto desmerecer seu trabalho desta forma, colocando todas as suas novelas em um só balaio

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