LIMITLESS a série

Você já assistiu a “Sem Limites”? O filme com Bradley Cooper?

Nessa temporada que está chegando ao fim, a CBS lançou uma série que expande o universo do filme!

Como esse post é uma indicação, sem spoilers – só aqueles que já estão nas sinopses (eu considero spoiler, mas sei que muitos não); nada que estrague essa experiência maravilhosa.

Assim como o que aconteceu com Brad, acompanhamos Brian Finch (Jake McDorman) descobrindo uma nova droga que o permite ter acesso a todas as conexões que seu cérebro pode fazer e, então, tornando-se capaz de atos extraordinários.
O primeiro ponto ao qual eu gostaria de chamar atenção a esta série é que ela é uma narrativa transmídia muito bem executada. As relações que foram criadas entres os episódios e o filme de 2011 tornam a história muito intrigante.
Você, uma vez tendo assistido ao filme, já tem na mão diversos conhecimentos que aprimoram a forma de pensar a série. E, ao mesmo tempo, não são fundamentais para entendê-la; e aí o caminho inverso também pode ser feito: assistir antes à primeira temporada e depois ir para o filme, descobrindo o passado de uma das personagens.
Sim! E aí entra mais um aspecto desse novelo transmídia, uma vez que temos por trás da produção executiva o próprio Bradley Cooper..! Ele aparece como o personagem que vai trazer à tona os mistérios da série.
Brian é recrutado pelo FBI, pois não só eles estão atrás de mais conhecimentos sobre a tal droga NZT, mas também porque (e por algum motivo ainda desconhecido pela agência) ele parece ser a única pessoa imune aos efeitos colaterais que arrasta as pessoas para a morte,
E esse é o segundo ponto fundamental para essa primeira temporada – que terminou ontem – ter sido extremamente empolgante: a forma como foram muito bem costurados os arcos narrativos dos episódios individuais (os casos no qual Brian trabalha ao lado do FBI) com o arco pricipal da série (a busca por respostas sobre a droga e a conexão do Senador gatinho do GIF acima com tudo isso).
Outra coisa que comecei a reparar depois da metade da temporada – e algo que sempre me preocupa em séries que trazem personagens capazes de percepções além do normal – é que os apontamentos, as observações que o protagonista faz quando investiga os casos são muito bem desenvolvidas, não ficam falsas, nem forçadas. Encaixam direitinho com o objetivo não só das personagens, mas da história como um todo.
E a partir dessa supercapacidade cerebral, outra característica marcante da série – na minha opinião – é como muitas das narrativas são tratadas da perspectiva de Brian, então muitas sequências são adaptadas pra o jeito ao qual ele está pensando a situação.
Confuso. Mas dá pra explicar melhor. É algo que me fez lembrar de “How I Met Your Mother”: a licença poética de contar uma “verdade” de forma mais lúdica, com imagens, brincadeiras, voltas, alegorias. Um acontecimento real sem ser exposto de forma realista. E com um jogo imagético maravilhoso.
Se ainda faltam razões para você dar uma chance a esta história, eu te dou mais uma!
Pra quem estava com saudade da intrigante Debra Morgan, de “Dexter”, Jennifer Carpenter está de volta, mais uma vez como uma agente – agora do alto escalão do FBI – e tão apaixonante quanto. É ela quem fica responsável por manter o “lunático” consultor que toma as pílulas na linha e fazê-lo chegar a algum lugar.
Juro pra você que essa é uma série que merece uma chance.
Até as cores são maravilhosas.
Se começar agora, te prometo que você vai levar menos tempo para se envolver com a história do que o Brian levou pra ler esses arquivos!

É viciado em ficção seriada e em questionar o mundo. Já assistiu todas as séries que você pode imaginar e seu maior interesse está em acompanhar a história por um longo período de tempo e ver personagens crescerem e se transformarem. Não entende o preconceito com a televisão e adora se comunicar com as pessoas.

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