Os antepassados da Escrava Isaura em “Escrava Mãe”

Olá, pessoal!

Fechando a semana aqui no Guia, o capítulo de hoje aborda a mais nova novela da Record: “Escrava Mãe”!!

Aí, aquele telespectador mais chato pode dizer:
“Ah, vai ser só mais uma novela que se passa no período colonial, abordando a escravidão e apresentando um monte de personagens abolicionistas.”…
Mas agora vem a novidade… Preparados para a grande virada?
 A trama acompanha a história da mãe de, ninguém mais, ninguém menos, do que a Escrava Isaura!
A premissa é bem ousada mesmo, Narcisa!
Sim, pessoal! O universo criado por Bernardo Guimarães em seu romance ganha novos contornos e surpreende o telespectador com a narrativa dos antepassados de Isaura!
Calma, pera…
Digerindo essa informação
O folhetim tem início apresentando a saga de Luena (Nayara Justino), que, ao ser capturada por traficantes de escravos em sua comunidade na África, vê sua vida e seus sonhos sendo destruídos, pouco a pouco.
A jovem Luena

Durante sua passagem pelo navio negreiro, ela é abusada por Osório (Jayme Periard), um dos traficantes. Quando a embarcação aporta em terras tupiniquins, a jovem (já grávida) consegue fugir do temível vilão, dando a luz à pequena Juliana, às margens de um rio. O resultado é uma cena de arrepiar, emocionante demais!

 

Luena, temendo o futuro de sua filha, decide entregá-la aos cuidados do até então menino Sapião (Sidney Santiago), que foge com a criança para mantê-la em segurança. A escrava morre logo o após o parto, depois de ser encontrada por Osório.
Sapião chega até a fazenda Engenho do Sol, uma grande produtora de açúcar, e por lá é acolhido pelo Coronel Custódio (Antônio Petrin) e por sua esposa, Beatrice (Bete Coelho). A menina, então, passa a ser criada junto às herdeiras do casal, Teresa (Roberta Gualda) e Maria Isabel (Thais Fersoza).
18 anos se passam e, no dia de seu aniversário, Juliana (Gabriela Moreyra) conhece toda a verdade de seu passado, que vem à tona através das revelações de Tia Joaquina (Zezé Motta).
A sábia Tia Joaquina

Descobrindo que é fruto de uma violência, Juliana decide nunca mais deixar ser tocada por um homem branco. E é aí que entra em cena o mocinho da história, Miguel Sales (Pedro Carvalho).

Miguel chega à capitania de São Salvador em busca de novas oportunidades. Pelo menos, é o que ele diz aos outros habitantes. Na realidade, o rapaz sabe que seus pais foram mortos por causa de perseguições políticas e que eles tinham complicadas relações com pessoas do local. Decide, portanto, descobrir os mandantes do crime.
O herói da trama possui, ainda, uma outra característica peculiar: marcas de chicote nas costas.

No entanto, e em meio aos seus planos de vingança, Miguel irá se apaixonar perdidamente por Juliana. O sentimento nutrido pelo português, depois de muita resistência, será correspondido pela moça – com quem viverá uma linda história de amor!

Olhares cruzados ao melhor estilo “Hoje vai rolar uma farra..!”
Miguel despertará ainda o interesse da invejosa Maria Isabel, irmã de criação de Juliana. Grávida do professor idealista Átila (Leo Rosa) – a quem tem vergonha de assumir seu amor, por este ser abolicionista e não possuir boas condições financeiras -, a dondoca enxergará em Miguel o marido perfeito para manter suas aparências perante a sociedade.
Foca na cara da ‘demonha’

Quando perceber, no entanto, o amor do jovem lusitano pela inocente servente, a víbora fará de tudo para infernizar a vida de Juliana (já que nunca engoliu o fato dela ter ganho um tratamento diferenciado pelos pais em relação aos demais escravos). Para executar suas maldades e não deixar rastros, contará com a ajuda de sua sarcástica e fiel mucama, Esméria (Lidi Lisboa).

Daenerys, Filha da Tormenta
Esméria, Filha do Recalque

Para complicar ainda mais a situação, uma nova barreira irá surgir na vida do casal Miguel e Juliana: trata-se do Comendador Almeida (Fernando Pavão). O ‘bon vivant’ se vê obrigado a embarcar em um casamento arranjado com a filha mais nova do Coronel Custódio, Teresa – em decorrência das dívidas sem fim deixadas por seu pai, que gastou todo seu patrimônio em viagens e em jogos de azar.

Almeida, portanto (e mesmo sem nutrir desejo ou amor em relação à sua esposa, por ser manca), irá se tornar o novo patrono do Engenho do Sol, reavivando uma antiga rixa familiar e de negócios com o poderoso Coronel Quintiliano (Luiz Guilherme). Este último é proprietário da fazenda Doces Campos e também encontra na cana de açúcar sua fonte de renda. Conflitos de ânimos irão se instaurar e uma guerra entre os clãs se reiniciará, ao passo que o Comendador Almeida irá se apaixonar por Juliana, tornando-se obcecado por ela.
Vale citar também a impagável personagem interpretada por Jussara Freire,  Urraca de Góis Almeida. Mãe do crápula do Comendador Almeida, Urraca vive sua vida como se ainda esbanjasse riquezas e participasse de luxuosos círculos. É ferina em seus comentários e vive de aparências em seu solar, caindo aos pedaços. Ao mesmo tempo em que possui ‘o rei na barriga’, esta senhora terá de aprender a conviver com estilos de vida mais humildes.
“I’m back, bitches!”
Late mais alto, que daqui eu não te escuto

A trama está muito bonita e pode ser considerada como um típico ‘novelão’, repleto de clichês; mas num bom sentido! Todos os elementos fundamentais de um folhetim podem ser observados ao longo dos capítulos, regados a muito romance, crueldade, ação (com situações começando e sendo resolvidas no mesmo capítulo), amores impossíveis e bastante comédia – o que ameniza, por vezes, o teor pesado de algumas das cenas.

E olhem essa abertura, que coisa mais linda <3
 
Um pouco didática, tudo bem… Mas não deixa de ser envolvente! E tenho dito!
Quanto às questões técnicas, sou só elogios. A fotografia da novela está impecável – aliás, os capítulos estão sendo gravados com câmeras de tecnologia 4K, com qualidade de imagem 4 vezes melhor do que o HD), assim como o andamento da história. Com tramas rápidas, trilha sonora cuidadosa, elenco afiado, direção primorosa de Ivan Zettel e roteiro caprichado de Gustavo Reiz, “Escrava Mãe” tem tudo para ser mais um grande sucesso da emissora da Barra Funda, pois entrega ao público o que ele tanto vem procurando: simplicidade em se contar uma boa história e em construir os personagens que darão vida ao enredo. Como observado em “Haja Coração”, da Globo (sua concorrente na faixa das 19h, inclusive), muitas das vezes o menos é mais! É clichê, mas é uma verdade cada vez mais inerente à TV..!
Abaixo, o clipe de divulgação do folhetim (para quem ainda não se convenceu –‘):
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“Escrava Mãe” é exibida de segunda à sexta, às 19:30, na Record.
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É isso, pessoal! Espero que tenham gostado do post!
Abraços e até semana que vem o/
(Mensagem subliminar…………….)
 

O maior noveleiro que você respeita. Tem 22 anos, é canceriano e cursa Estudos de Mídia, na UFF. Televisão, fotografia e livros estão entre suas maiores paixões - junto com farofa e empada, claro. Já foi professor de inglês, participou de um concurso de roteiristas para o G Show e, atualmente, também escreve para o #MUSEUdeMEMES (believe, it’s true <3).

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