Rir e chorar com “Mom”

No caminho para a quarta temporada, a sitcom estrelado por Anna Faris (“Todo Mundo em Pânico”) e Allison Janney (“The West Wing”) mostra que as narrativas complexas que triunfam ao misturar gêneros clássicos não é uma exclusividade da elitista ‘tv-de-qualidade’, podendo, muito bem, se configurar em vinte minutos.

Apesar de criada por Chuck Lorre, que nos trouxe “The Big Bang Theory” e “Two and a Half Men”, “Mom” conta a história de Christy, uma mãe solteira de dois filhos que está tentando encontrar um caminho para sua vida e sua família, deixando o passado para trás e, principalmente, tentando se manter sóbria.

Apesar de todas suas questões, ela é o pilar de sua família, que conta ainda com seu filho mais novo, Roscoe – que a prende ao ex-marido que arranjou em seu momento “party hard” -, a filha Violet que, aos dezesseis anos, assume uma gravidez para a família e ainda sua mãe dificil de aguentar: Bonnie.

Bonnie é a contraposição perfeita à protagonista para fazer a história se movimentar. Egomaníaca e cheia de artimanhas, coloca as duas personagens em diversos problemas na tentativa de também cooperar com a reconstrução da família.

Apesar de parecerem muito diferentes, ambas dividem diversos acontecimentos na vida: gravidez ainda durante a juventude, um passado cheio de exageros e erros, a vontade de recomeçar; mas, especialmente, a necessidade de lidar com o verdadeiro antagonista da série – o alcoolismo.

A partir dos encontros do AA, os “meetings”, é que percebemos a movimentação das personagens em direção a seus objetivos. Desde procurar empregos até encontrar um amor, passando por possibilidade de cadeia e a necessidade de superar doenças graves; Christy e Bonnie contam com a ajuda de diversas amigas que conhecem nesse grupo.

As personagens que trazem o apoio na jornada das heroínas e os questionamentos em cima dos acontecimentos aumentam não só as risadas, como também os momentos de emoção da trama!

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E é na emoção que mora a maior conquista de “Mom”. Uma sitcom com todos os traços tradicionais, mas que não se coloca no papel único de ser comédia, agregando, muitas das vezes, tensão ao enredo.
Uma série de comédia que aborda temas tão frágeis podia muito bem – inclusive tendo em vista o criador – soar como um insulto. Mas os vinte minutos de episódio não tentam esconder um lado mais pesado na vivência de pessoas com dependência química.
E, também, não omitem o lado mais complexo relacionado à vivência humana. Apesar de a primeira temporada ser um tanto mais leve do que as seguintes – apresentando menos dramas -, ela já se coloca dentro de temas/questões polêmicas.
Portanto, a história vira um misto de risos e choros. Estar lá com as personagens nos momentos de conquista, mas nos momentos de perda. E, vez em outra, não terminar o episódio rindo, mas com um aperto no coração; sabendo sempre, é claro, que é possível continuar e que é preciso.
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É viciado em ficção seriada e em questionar o mundo. Já assistiu todas as séries que você pode imaginar e seu maior interesse está em acompanhar a história por um longo período de tempo e ver personagens crescerem e se transformarem. Não entende o preconceito com a televisão e adora se comunicar com as pessoas.

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