O estilo contagiante de “The Get Down”

E aí, pessoal!

Começando a semana aqui no Guia, hoje vamos falar sobre mais uma estreia eletrizante da Netflix: “The Get Down”!

A nova produção do serviço ‘on demand’ é fruto da mente artística, colorida e musical de Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”, “O Grande Gatsby”…). Por este portfólio de responsa, já podemos deduzir que a música é um elemento fortíssimo e extremamente presente na narrativa, ao longo dos episódios!

O cenário em que se passa a trama é a Nova York do final dos anos 70 – mais especificamente, o Bronx. Acompanhamos a estória de Ezekiel (Justice Smith), um órfão criado pela tia e que tem a rima e a musicalidade no sangue. Ele é apaixonado por Mylene (Herizen Guardiola), uma tímida aspirante à cantora, filha de pastores, mas que deseja alçar voos maiores e mais ousados do que os planejados por seus pais. O que inviabiliza o enlace entre os dois é a falta de personalidade e ambição do garoto, características cobradas por Mylene ao sentir que o amado pode ir além de seu ‘ponto de conforto’ (bastando, para tal, superar seus medos e se libertar de vergonhas e amarras).
Eu shippo muito <3

 

A estória de Ezekiel, no entanto, se cruza com a de Shaolin Fantastic (Shameik Moore), um corajoso grafiteiro que deseja se tornar DJ e que, ao enxergar no menino um talento que complementa e dialoga com seus sonhos, decide apostar em sua estrela. A parceria que vai sendo estabelecida entre os dois é de encher os olhos, justamente por causa dos laços sólidos de amizade que nascem a partir da improvável união.
Completam o enredo os amigos inseparáveis e divertidos do protagonista: Dizzee (Jaden Smith), Boo-Boo (T.J. Brown) e Ra-Ra (Skylan Brooks); que sempre dão aquele apoio necessário de quando somos adolescentes e queremos fazer nossas loucuras, né?
Moleques ‘porraloukas’ das quebradas

Toca aí, bro!

A série aborda e contextualiza o início do Hip Hop enquanto estilo musical, mas sem esquecer o sucesso que a Disco Music já representava à época. Inclusive, a grande referência artística da jovem Mylene é a maravilhosa Donna Summer, que eternizou hits como “Last Dance”, I Feel Love”, “Hot Stuff”, entre outros.
A serenidade no olhar de quem é referência musical de série da Netflix <3 Durmam com essa!
Além disso, a transformação da música gospel e sua posterior popularização a partir de elementos advindos do pop também são discutidos em alguns dos episódios. Um prato cheio pra quem curte música, indústria fonográfica, consumo e produção independente!
Temáticas com um teor mais político e relacionadas a movimentos sociais também são postas em pauta a partir, por exemplo, do personagem ‘Papa Fuerte’ (Jimmy Smits) – uma espécie de líder comunitário do Bronx, querido, e que se alia a um prefeito que nada tem a ver com a realidade humilde do local justamente em troca da promessa de reconstrução daquele espaço destruído (e que já não mais recebe fomentos por parte do governo).
Francisco ‘Papa Fuerte’ Cruz
A estética da série é maravilhosa! Repleta de cores vibrantes, músicas envolventes, uma caracterização de fazer brilhar os olhos e um elenco afiado, “The Get Down” é uma excelente pedida naquele fim de semana em que tudo o que a gente mais quer é acompanhar uma boa estória, regada à muita pipoca! Acima de tudo, a trama é contada como se fosse uma espécie de fábula, com humor, romance, aventura, ação e debates na medida certa; numa Nova York esteticamente mais dançante e vibrante do que a realidade, mas tão encantadora quanto!
A primeira parte da primeira temporada já está disponível na Netflix (são 6 episódios, com cerca de 55 minutos cada, sendo que o piloto tem pouco mais de 1h e meia de arte). A segunda leva de episódios ainda referentes à primeira temporada chegará logo no início de 2017.
Meu recadinho de amigo é: maratonem, vale a pena <3

O maior noveleiro que você respeita. Tem 22 anos, é canceriano e cursa Estudos de Mídia, na UFF. Televisão, fotografia e livros estão entre suas maiores paixões - junto com farofa e empada, claro. Já foi professor de inglês, participou de um concurso de roteiristas para o G Show e, atualmente, também escreve para o #MUSEUdeMEMES (believe, it’s true <3).

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