Cara Netflix, falta representatividade nos estereótipos de “Girlboss”

Cara Netflix, vocês tem um atendimento ótimo, produtores de conteúdo MARAVILHOSOS, são muito criativos, nós sempre a elogiamos. Mas foi triste ver a ação publicitária para a série “Girlboss“.

Eram 4 blogueiras, todas BRANCAS, falando sobre ter atitude e todas essas coisas que estão na moda. Atentem-se para uma coisa: o Brasil é um país em que mais de 50% da população é negra, dentre tais, há muitas mulheres dentro da ideia de “Girlboss” (neste caso: empoderadas, empreendedoras e afins.) Não seria o caso de uma curadoria com um olhar mais amplo, cuidadoso e, principalmente, menos dentro dessa caixinha que insiste em invisibilizar mulheres negras?

A gente entende que existe uma lógica capitalista e que empoderamento e afins são a bola da vez, mas bora tentar segurar melhor esse discurso, hein? Ou ele só é válido quando falamos das outras minorias? Olha, esse foi mais um exemplo para, mais uma vez, mulheres negras sentirem tudo o que as meninas de “Dear White People” relatam. Assim como elas, seguimos resistindo.

Vale dizer que quando questionada (via comentário no Facebook) sobre o fato, nossa amada Netflix, que sempre é tão rápida em responder, ignorou o comentário*. #SadButTrue

Um outro ponto importante: criticar a postura da empresa não invalida o fato das meninas escolhidas serem profissionais maravilhosas. A questão não é quem está, mas quem falta! 😉

Cara Netflix, caso vocês não saibam, temos muitas mulheres negras incríveis no YouTube. Porque ser “Girlboss” – no melhor sentido da expressão, para muito além da personagem – negra no Brasil é sinônimo de resistência e persistência.

Seguem os links de alguns canais ótimos:

Nataly Néri: https://www.youtube.com/watch?v=RxwEm8i3Kzg
Gabi Oliveira: https://www.youtube.com/channel/UCF108KZPnFVxP8lILiJ1kng
Xan: https://www.youtube.com/channel/UCs-YXTZrJfI9AUYjNK3vY1A
Fernanda Chaves: https://www.youtube.com/user/nandha2
Joyce: https://www.youtube.com/channel/UCt-IHig4ODpdf5YdZjrc4IA
Finalizamos com aquele ditado: “Desapontadas, porém não surpresas”.





*Até o dia 08/05, não havia resposta para o comentário. 

 

Dayana, mas pode chamar de Day. 22 anos, formada em Estudos de Mídia. Ama novelas mexicanas e gifs da Gretchen. A dramática que sorri até os olhos (que sāo bastante expressivos) fecharem e sabe que fazer bolos é quase terapêutico. Analista de Mídias Sociais, apaixonada por cultura POP, séries médicas, feminismo e representatividade.

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