O melhor e o pior da 7ª temporada de “Game of Thrones”

Tivemos que nos despedir de “Game of Thrones” esse ano, já na expectativa para a oitava e última temporada, que pode ser lançada só em 2019. Mas agora que podemos olhar para a sétima como um todo, como foi essa season? Com certeza tivemos uma leva de episódios bem diferente, não só pelo número de capítulos ou por seu tempo de duração. Novas estratégias narrativas foram utilizadas e assistimos a encontros que nunca ou há muito tempo esperamos.

Mas nem tudo foi flores, não é mesmo? Então aqui vai o melhor e o pior da última temporada lançada de “GoT”!

Encontros de mil personagens

Pra começar com coisa boa, não tem nada que eu goste mais do que ver personagens reunidos. Claro que tivemos encontros grandiosos entre personagens e aqueles pouco esperados, como o de Mindinho e Bran, ou, ainda, os menos comentados, como o de Davos e Missandei. Era engraçado pensar “nossa, eu vi toda a sua trajetória e a sua também e agora tem esse encontro”, tipo, eu conheço quem vocês são e vocês ainda não se conhecem direito.

Tirando o Bran né, que tá vendo a série toda.

E imagina então no Finale, quando juntou todo mundo que a gente ama e acompanha há anos numa locação nova. Todos os protagonistas da série no Fosso dos Dragões, que é um monumento importante na história dos Targeryan, como bem apontou Dany no episódio. Foi demais ver Jon Snow e Cersei; Brienne, Jaime e o Cão; o reencontro de Tyrion com Podrick e Bronn. DAENERYS E CERSEI. O Euron tava lá, e o Theon. Bom, foi uma loucura. Teve o quase reencontro Stark. Arya e Nymeria. Arya e Ed Sheeran! Brincadeira.

O bom desses encontros, vale ressaltar, é que eles foram acontecendo durante toda a temporada..!

 

Passagem de tempo

Algo muito comentado durante a temporada foi como os personagens agora estavam se movendo entre os diferentes lugares muito depressa. Realmente, Game of Thrones se construiu por anos numa lógica de tempo lenta, em que muitas vezes o deslocamento de uma personagem levava uma temporada inteira para se completar.

Mas eu não acho isso ruim! Mudar a velocidade fez sentido com o momento em que estamos na série. Essas “elipses”, como chamam as estratégias de roteiro para contar a passagem do tempo, foram muitas vezes funcionais por estarmos num momento crítico da história, em que certos acontecimentos tem que se concretizar.

Agora, o que não é aceitável é usar desse novo tempo da série para não desenvolver, cautelosamente, as histórias das personagens (seus arcos). Passar mais rápido o tempo de viagem de Jon Snow e Davos para Dragonstone funciona, mas em Winterfell isso já não fez tanto sentido. Também não funcionou a temporada ter sido mais curta quanto ao número de conversas que precisavam ter acontecido. Esses pulos no tempo, em muitas das vezes, causaram dúvidas e deixaram certas brechas no roteiro. Inclusive, sendo ou não importante, muitas pessoas ainda se perguntam como foi tão fácil para Bronn e Jaime fugirem pelo rio depois da batalha contra Daenerys.

Arya e Sansa

Um dos encontros que eu mais esperava esse ano é, infelizmente, um exemplo do mal desenvolvimento de algumas tramas da temporada. Exatamente porque muito tempo foi passando (tanto em episódios, quanto na história). E, por muito tempo, foram mantendo uma tentativa de intriga entre as duas irmãs que não demorou muito pra não fazer sentido nenhum e ainda nos deixar com raiva das personagens.

Mas tivemos momentos de muita emoção também. Nas expressões que elas deixaram escapar num dos primeiros encontros nas criptas de Winterfell, ou quando compartilharam memórias sobre o Ned. É isso o que eu queria que acontecesse mais, que elas dividissem mais as experiências que tiveram que passar pelo afastamento da família, por terem sido obrigadas a crescer. Que estivessem orgulhosas uma da outra.

Mas, no fim, foi isso que aconteceu! Eu só queria ter visto mais <3

 

O fim do Mindinho

A morte mais forte da temporada. E deixamos pra trás um dos personagens que mais moveu a trama. Petyr Baelish já chegou a ser um dos meus personagens favoritos; apesar da “maldade”, eu gostava de como ele era estratégico e também achei muito válidas as conversas que ele teve com a Sansa nesse sentido. Mas não foi nessa temporada que ele deixou de conseguir articular o que antes articulava, já há um tempo o comportamento dele tem mudado. O assassinato de Lysa Arryn me deixou surpreso, porque ele nunca foi de realmente sujar as mãos sem completa segurança do que estava fazendo.

A cena da morte dele também não me impressionou tanto. Gostei, mas esperava mais. Achei um pouco previsível e rápida. Por que precisou ser tão fast?

Kd o Varys?

Ao mesmo tempo em que meu amor pelo Mindinho decaiu, aumentou meu interesse pelo Varys. Eu não entendi porque ele ficou tão ausente durante a temporada. Claro, muitos personagens tiveram poucos momentos pelo diferencial da sétima (o próprio Tyrion, senti muita falta de mais presença dele). Agora, dificilmente o Varys ficou quietinho esperando essas coisas todas acontecerem. Ele não estava falando com ninguém, mexendo nenhum pauzinho?! Veremos…….

 

Mulheres no Poder

Uma coisa que demorou muito pra acontecer e que eu acho que deve, ou deveria, mudar a história de Westeros para sempre é como estão sendo comandadas as casas e as batalhas. Me chamou a atenção, logo no segundo episódio, quando Daenerys está numa reunião de guerra em torno da Mesa Pintada (construída por Aegon, o conquistador), e no conselho estão Olenna (casa Tyrell), Ellaria Sand (casa Martell) e Yara (casa Greyjoy) planejando as batalhas – ainda com a presença de Missandei e Tyrion.

E não só nesse conselho, Cersei é quem está sentada no trono de ferro. E, apesar de Jon Snow ser o “Rei do Norte”, quem realmente foi a Senhora de Winterfell durante toda a temporada foi Sansa. E arrasou muito, ela está extremamente sagaz politicamente, tomando boas decisões, refletindo de uma maneira maravilhosa. Que amor ver o desenvolvimento dela, ainda mais com tudo o que teve que passar.

Missandei e Verme Cinzento

Finalmente aconteceu! É isso, eles estão super íntimos e foi maravilhoso. E deu medo nos fãs de que o Verme Cinzento pudesse morrer, mas no fim ficou tudo bem. Quem quiser ficar mais íntimo de Jacob Anderson, o ator que interpreta o líder do exército de Daenerys, pode ouvir as músicas dele! Na carreira musical, ele responde por Raleigh Ritchie.

O Guia já falou uma vez de outras atrizes e atores de séries que lançaram carreira musical! Inclusive a Sansa. E o Ramsay também tem músicas por aí.

 

Batalhas

Como já era esperado, um dos grandes trunfos da temporada foram os combates épicos. Vimos lutas com fogo de dragão destruindo tudo, vimos lutas no gelo e vimos fogo versus gelo. A qualidade técnica das batalhas realmente impressionou e algumas vezes até nos desviaram a atenção de algumas brechas na forma como a história estava sendo contada. Muitos dizem que grande parte da narrativa de “Game of Thrones” é focalizada em suas batalhas. Eu realmente gosto, ainda mais da parte em que as batalhas estão sendo pensadas, dos debates, das estratégias – e, claro, de suas implicações. Mas ninguém pode negar que os encontros mortais que vimos durante essa temporada foram um dos pontos altos.

 

Cersei

Lena Headey, a atriz que interpreta Cersei, nunca deixa de surpreender. A performance dela é magnífica e só cresce desde a primeira temporada, com todos os olhares sutis durante os diálogos (que poderiam passar batido, durante as negociações e preparações pra guerra).

Cersei é uma ótima estrategista também. Me da prazer vê-la no Trono de Ferro por isso. Não pra sempre, claro, mas de todos os últimos que sentaram, ela pra mim é a primeira que realmente sabe o que está fazendo. Que realmente pensa sobre as coisas. E nessa última temporada ela se sobressaiu, tomou decisões certas e começou a temporada ganhando.

Além disso, ela decidiu assumir pra todos o romance com o irmão, Jaime. E isso é demais! Por anos os Targeryan faziam casamentos entre a família, agora que ela é a rainha e ela manda em tudo, ela decide se pode ou não. No entanto, não entendi as ameaças no fim da temporada para o Jaime, mas fiquei morrendo de medo. E não sei o que esperar de sua gravidez.

Ahhh, e finalmente ela e Tyrion se encontraram! Foi uma das melhores cenas da temporada e bem no modelo de diálogo, parado, mas em que a gente fica segurando a respiração.

Theon

Theon é um personagem maravilhoso. Uma das coisas que eu mais gosto nas séries é acompanhar um personagem se desenvolver por muito tempo, e esse é um exemplo. A trajetória de Theon foi construída com calma: desde a primeira temporada, fomos assistindo aos erros e escolhas dele e suas implicações – bem como as consequências no próprio personagem.

É muito interessante analisar essa transformação no que tange às representações da masculinidade. O tipo de performance que Theon incorporava nas primeiras temporadas era violenta, precipitada e antiquada. Para não dizer ridícula. Com o passar dos acontecimentos que encontrou pelo caminho e, principalmente, na imagem de ter seu pênis removido, ele tem essa masculinidade questionada. Onde ela o levou?

E isso que me incomodou com a reação das pessoas quando ele, encurralado pelo tio (Euron) e seu exército, deixa sua irmã capturada e pula na água. O que vocês fariam, sinceramente? Isso não me soa como uma atitude covarde, mas sim inteligente, de alguém que pensa nas consequências de seus atos. Nem ele, nem (aparentemente) sua irmã morreram.

E é sobre isso que se tratou a briguinha dele com o outro Greyjoy, no fim do último episódio. Era um momento de confrontamento com a “família”, da qual ele sempre foi distante, mas principalmente dele se reconhecendo novamente como sujeito. E então ele leva uma joelhada no saco, duas, três e sorri. E isso foi ótimo. Não entendo a obsessão com o falo por aí, o questionamento de “independentemente de tudo, doeria”. Nesse momento, ele é atacado exatamente no ponto que mais demonstrou a destruição da sua identidade e sorri, mostra que aquilo já não o afeta mais.

Por que quase ninguém morreu?

Isso é só um detalhe, mas muita gente reclamou, porque né, teve até missão de sete contra todos os White Walkers e morreu um personagem (tirando os três figurantes). E sim, isso surpreendeu. Por um lado, eu acho que estão tentando manter o máximo de gente pra morrer nas grandes batalhas da última temporada. Por outro, eu gosto muito dessa surpresa. Um dos grandes sucessos nas histórias seriadas, contadas pelo tempo, é construir uma certa repetição, mas também quebrar com ela. É muito surpreendente ter a certeza de que alguns personagens vão morrer, grandes personagens, por já esperarmos isso da série, para depois sermos surpreendidos.

 

Jonerys

Sim ou não? Tanto faz, já aconteceu. Eu, particularmente, não era muito fã do ship, não acho que precisava desse encontro amoroso pras coisas acontecerem. Nem acho interessante pelas propostas da história. Por outro lado, a construção da relação dos dois foi muito bem feita. Foi aos poucos. Foi fazendo sentido. Eu não desgostei.

Além disso, parte dessa relação também envolveu Drogon, o dragão da Daenerys, e foi muito legal ver o contato entre o Jonagon e o símbolo da família Targeryan. Algo que muita gente já esperava há algum tempo!

E fica no ar a pergunta que estão fazendo: “eles podem gerar filhos?”. Sinceramente, eu espero que não. Seria triste, mas ao mesmo tempo coloca em questão a sucessão do trono. O que eu gosto. Essa ideia apareceu na série pelas perguntas que Tyrion faz a Daenerys, inclusive ele indica que já existem outras formas, como as adotadas pela Patrulha da Noite e os próprios Greyjoy.

 

Rhaegar e Lyanna

Seria uma coisa! É bombástico pra história, em relação a colocar o Jon como “legítimo” herdeiro do trono. Mas só durou cinco segundos, praticamente. Por quê?

 

O dragão de gelo

Finalmente aconteceu! Eu sempre gostei muito da teoria do dragão de gelo, mas me arrependi, porque fiquei muito triste com a perda de uma das cabeças do dragão. Quero saber como fica a profecia agora. A Mikannn e a Carol Moreira colocaram a possibilidade de o próprio Rei da Noite ser uma das cabeças. Ou o Bran poderia wargar um dragão de gelo?

O que eu não entendi é porque as pessoas tão debatendo tanto se o dragão solta gelo ou fogo. Achei engraçado. Mas até que faz sentido né, já que são as crônicas. Mas eu acho que é gelo. Sei lá, algo místico, mas símbolo de gelo. Não fogo. Acho que essa é a questão, acho que não é tanto sobre o que sai da boca do dragão, o elemento em si, mas o símbolo que ele traz, a cor, o efeito.

Ah, e só pra sempre lembrar que fãs são os melhores, é óbvio que já existiam grandes produções sobre o dragão de gelo para essa temporada, antes de estrear.

A queda da Muralha

A passagem dos caminhantes para o outro lado da muralha significa muito. E realmente foi um final colossal para a temporada. Mas ao mesmo tempo em que o dragão de gelo é muito legal, eu esperava algo ainda mais interessante para a queda da muralha. Ou que envolvesse o Berrante de Inverno. E queria uma panorâmica da muralha toda sendo derrubada.

Ah, vai, só teve sete episódios.

 

A questão do fan service

Também foi muito debatido o quanto atenderam fãs durante a elaboração da sétima temporada. Muitas cenas usaram debates de fãs, o próprio casal Jonerys disseram que era fan service. Mas eu acho ótimo que tomem as produções e opiniões dos fãs em consideração, que construam a obra também em torno disso, sabe?

Foi ótimo ouvir o Davos falando para o Gendry “achei que você ainda estivesse remando”.

 

No fim, “Game of Thrones” é sempre uma emoção. Não é por apontar alguns erros que a temporada foi ruim. Valeu muito a pena!! E sempre vale. Agora é esperar!

 

 

É viciado em ficção seriada e em questionar o mundo. Já assistiu todas as séries que você pode imaginar e seu maior interesse está em acompanhar a história por um longo período de tempo e ver personagens crescerem e se transformarem. Não entende o preconceito com a televisão e adora se comunicar com as pessoas.

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11 Comentários

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