Dê uma chance para ‘The Bold Type’

Desde julho, fomos presenteados com uma nova série pela Freeform (mesmo canal que nos deu Pretty Little Liars e The Fosters). E agora, com o finale da primeira temporada que foi ao ar dia 05/09, já podemos analisar The Bold Type como um todo. E olha, que surpresa boa!

A trama traz três amigas (Jane, Kat e Sutton) dividindo os anseios do começo da vida adulta. As três trabalham na Scarlet Magazine, uma revista feminina global que está se reposicionando no mercado, em áreas diferentes. Elas enfrentam muitos dilemas profissionais, além, é claro, das questões da vida cotidiana, como amor, sexo e identidade.

Jane (Katie Stevens) é uma mulher política, uma escritora determinada que quer escrever conteúdos questionadores e desafiadores. Um pouco insegura, tem que desenvolver a fé em si mesma e se permitir viver. Talvez você conheça a atriz, ela fazia a Karma em Faking It.

 

 

 

 

Kat (Aisha Dee) é a mais engajada das três, sempre preocupada com trazer transformações para o mundo e para aquelas com quem convive. É a social media chefe da Scarlet Magazine e faz um ótimo trabalho. E muitas vezes usa das redes oficiais da revista para trazer certos assuntos à tona. Mistura muito sua vida profissional e pessoal. Se você assistiu Sweet/Vicious, a atriz interpretava Kennedy.

Sutton (Meghann Fahy) é a mais sonhadora das três. Trabalha como assistente, mas realmente gostaria de fazer parte do departamento de moda da revista. Ela acaba se envolvendo com um cara que também trabalha na empresa, então são obrigados a manter em segredo.

 

 

 

 

Além das três protagonistas, vale a pena comentar sobre Adena (Nikohl Boosheri), uma artista lésbica e muçulmana, a qual já conhecemos no primeiro episódio e traz muita complexidade para o enredo com sua postura confrontadora. E a editora-chefa da revista, Jacqueline (Melora Hardin) é uma mulher poderosa e cheia de conselhos importantes, sabe estimular as mais jovens.
  

Ao longo dos episódios a história é muito bem desenvolvida utilizando dois formatos já conhecidos nas séries. Usa dos artifícios das narrativas Young Adult (“séries teen”) para explorar questões sérias de identidade e lugar no mundo ao mesmo tempo em que constrói uma conexão forte entre as personagens e quem está assistindo. Além de se basear nos “workplace dramas” (que se referem às séries que tem como plano de fundo um lugar de trabalho, como Grey’s Anatomy), ou seja, as pautas da Scarlet Magazine assim como as relações dentro da empresa movimentam a trama.

A união dessas duas referências da espaço para uma história crítica e envolvente do começo ao fim. Entre os assuntos abordados semanalmente estão: preconceito com a religião muçulmana; xenofobia; orgasmo feminino; responsabilidade emocional; estupro; o tratamento desigual entre corpos; roupas e gênero; entre muitos outros.

E as pautas não são só representadas na tela, mas tem suas representações problematizadas de forma metalinguística, já que as personagens se perguntam constantemente como trazer aquelas narrativas na revista ou nas redes sociais. O que fica muito explícito quando Jane está interessada em fazer uma reportagem dando atenção a uma performance de uma mulher que foi vítima de estupro, mas é indagada por sua chefa em relação à sensibilidade com a qual fará o texto. The Bold Type conta a história, mas, já que toda história poderia ser contada de mil formas diferentes, também deixa a pergunta “como poderia contar essa história?”.

Apesar de a segunda temporada ainda não estar confirmada, eu indico fortemente essa série. Eu não sou muito exemplo, porque choro com tudo, mas ao fim do primeiro episódio já estava me debulhando de emoção. Nenhum episódio é chato, tudo acontece muito dinamicamente, serve como uma série pra se divertir, mas que vai também te instigar a pensar sobre diversas coisas.

Se você ainda não se convenceu, vou deixar o trailer aqui embaixo. E tem mais informações no site da Freeform! Por enquanto, além do canal gringo, você pode ver The Bold Type na Hulu.

 

 

Edit 05.10.17: The Bold Type foi renovada para a segunda e terceira temporada!

É viciado em ficção seriada e em questionar o mundo. Já assistiu todas as séries que você pode imaginar e seu maior interesse está em acompanhar a história por um longo período de tempo e ver personagens crescerem e se transformarem. Não entende o preconceito com a televisão e adora se comunicar com as pessoas.

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