Impressões de quem acabou de se apaixonar pela série “Scandal”

Bom, inicio esse texto lembrando que já temos post sobre esta série, a MARAVILHOSA Flavia Amurillo falou sobre sua visão de quem já acompanha a série há muito tempo. Agora, euzinha falarei do aspecto de quem começou agora.

Preciso falar outra coisa: AMO SPOILERS! Então, como boa curiosa, entrei em grupos de fãs no Facebook, li várias matérias em sites, segui a maioria dos atores, etc.

Pra contextualizar, eu já tinha tentando assistir Scandal, mas o primeiro e segundo episódios não me prenderam, apesar de eu ter gostado muito da Oliva Pope. A vida seguiu e, em um dia qualquer, decidi dar uma nova chance. MANODOCÉU, fiquei apaixonada, mesmo!

A narrativa me prendeu demais! Passei o dia inteiro assistindo ( saudades da época de férias). Além da história, devo confessar que as expressões faciais da Pope ( Kerry Washington) me comoveram muito. Tem uma cena em que ela olha o Fitz ( o Presidente dos EUA, que aparentemente é o “dono do lugar”, mas é facilmente manipulado por quase todos. Isso muda nas próximas temporadas, galera?) e quase chora, mas não é aquela coisa do olho começar a lacrimejar e tal, é uma entrega no olhar de quem tá sem saber o que fazer, mas que não vai abrir mão de si mesma, ao mesmo tempo em que perdeu um pouco o controle de seus sentimentos. INCRIVELMENTE MARAVILHOSA! 

Estou terminando a segunda temporada, ao contrário de grande parte do fandom, não curti muito a Mellie, a primeira dama aparentemente quase perfeita, mas que tem sede de poder e sabe muito bem o seu valor. No começo achei que fosse uma personagem sem gracinha, que aturaria poucas e boas do marido, apenas para manter as aparências. Mas vocês acham que Shonda ia deixar assim? Não mesmo! A primeira dama é muito mais que a esposa do Presidente, ela toma as rédeas da situação inúmeras vezes, mostra que tá entendendo tudo que tá rolando. Passei a entendê-la um pouco melhor….ainda não é a minha preferida, mas que é uma personagem interessante, é muito! 

Bom, temos o presidente dos EUA, Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn), mais conhecido como  Fitz. O cara faz a linha bom moço, dedicado ao seu país, mas em “Babados do Governo“, as coisas e pessoas não necessariamente são o que parecem, ele foi um embuste em muitas situações. Aliás, comecei achando que ele deveria deixar a Mellie e viver seu amor com a Olivia, mas agora, acho que ela merece alguém melhor.

Sei que tem muita gente que shippa, aliás, eles protagonizaram cenas lindas, com uma baita química, devo dizer que o ponto alto, na minha opinião, é a forma com que dialogam! Eu amo as conversas deles, sempre tão cheias de emoção e intensidade. Mas, algumas vezes, fico na dúvida se isso é amor mesmo ou uma obsessão. O que acham? 

Como a Flavia já deixou tudo muito explicadinho, quero me ater ao que achei. Primeiro, como a maioria das histórias da Shonda, não há necessariamente vilões e mocinhos, apesar da Olivia dizer, no começo, que ela e sua equipe são “os caras legais/do bem”, já sei que muita treta vai rolar. Limites serão testados, escrúpulos também, definitivamente não é uma luta bem X mal, mas um olhar sobre as complexidades do ‘Ser Humano’ e sua capacidade de agir em inúmeras situações.  Inúmeros personagem constituem o arco principal da série. Você pode ler sobre eles aqui, porque agora falarei apenas da rainha Olivia Pope: 

Liv, como vocês sabem, é ex-assessora da Casa Branca, mas envolve-se com o Presidente e, simplesmente, pede demissão e abre seu próprio negócio: Pope & associados ( aliás, esses “associados” tem histórias bem interessantes e são muito leais, mas sei que há algumas nuances nessa lealdade quase cega que serão reveladas em temporadas posteriores). 

Primeiro ponto, uma mulher negra em lugar de comando, sem medo de falar do quanto é boa no que faz e, mais importante que isso, que faz questão de citar que reconhecer seu valor não é altivez, mas simplesmente reconhecer todo o seu trabalho. ACHEI GENIAL ESSA ABORDAGEM! Definitivamente, ela não é refém de um relacionamento, apesar da entrega absurda.  

Segundo ponto, toda a construção da personagem: figurino, presença em cena, expressões corporais. Olivia olha como quem sabe o talento que tem, arregaça as mangas e segue no comando. Meu sonho de princesa é andar que nem ela, cês já viram como ela chega nos lugares?? E o figurino, queridos? Nunca esquecerei um vestido branco, que ela usou na segunda temporada. Aliás, a própria história da personagem dá uma baita margem pra essa questão de como as roupas podem ser importantes para passar determinadas imagens, apesar de sermos muito mais do que vestimos. Olivia domina onde chega, o faz de forma intensa, consciente e, muitas vezes, sutil.   

Terceiro e último ponto, porque o texto tá ficando enorme hahaha: Olivia e Mellie não são necessariamente rivais! E pelo que sei,  se unirão! Até porque elas não vão se destruir por causa de boy, né, gente? A complexificação desse triângulo amoroso, se é que podemos chamar assim, é muito interessante e foge de alguns clichês, bem como trabalha bem alguns outros.  Eu gosto do quão densa e intensa é a Liv, um contraponto entre razão e emoção, que acho de uma riqueza sem tamanho! 

Tô animada pelo que vem pela frente, quero saber mais sobre a Pope e os que a rodeiam, sei que muitas surpresas virão. E pra finalizar, eu AMO O TERMO “GLADIADORES“, como ela chama a equipe. Talvez, eu tenha uma tendência a gostar de algumas breguices, mas quem nunca?  Fiquem á vontade pra contar spoilers nos comentários. O que mais te surpreendeu?  

Dayana, mas pode chamar de Day. 22 anos, formada em Estudos de Mídia. Ama novelas mexicanas e gifs da Gretchen. A dramática que sorri até os olhos (que sāo bastante expressivos) fecharem e sabe que fazer bolos é quase terapêutico. Analista de Mídias Sociais, apaixonada por cultura POP, séries médicas, feminismo e representatividade.

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